BEC 2017: Com cautela e visão, Blumenau apresenta projeto para voltar (e de vez) aos gramados

Novos uniformes, pés no chão, esperanças renovadas. O Blumenau Esporte Clube (BEC) ensaia uma nova volta aos gramados, desta vez com calma e visão do que deve ser feito (Julio Pollhein / BEC)

Novos uniformes, pés no chão, esperanças renovadas. O Blumenau Esporte Clube (BEC) ensaia uma nova volta aos gramados, desta vez com calma e visão do que deve ser feito (Julio Pollhein / BEC)

(Infos: Julio Pollhein / Blumenau Esporte Clube)

O pavilhão verde, vermelho e branco veio pra ficar e vencer

Nunca este verso do hino que lhe homenageia tem feito tanto sentido como nos últimos dias para o Blumenau Esporte Clube (BEC). Entre idas e vindas, alguns escorregões complicados e momentos de nostalgia, o tricolor blumenauense parece viver um novo renascer, mais sólido e pensado do que os outros que vivera nos últimos anos. Foi exatamente este o sentimento que correu os tricolores no último dia 24/11, uma quinta-feira, no lançamento do projeto para 2017 do BEC, intitulado Futebol Para Todos.

Uma noite animada entre empresários, atletas e torcedores ouviram atentamente as palavras do presidente Wanderlei Laureth no Shopping Park Europeu, demonstrando todo um planejamento pensado, entre outras, para evitar vexames e momentos conturbados dos últimos jogos do time na segunda divisão do catarinense em 2015. Não se trata apenas de colocar um time em campo, mas também de pensar como se age e se constrói uma organização forte fora dele, e é talvez este o primeiro item da pauta de objetivos do novo Blumenau.

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Fabrício Wolff em A BOINA: Tragédia anunciada é crime

(Reprodução)

(Reprodução)

(Fabrício Wolff)

Ainda estamos todos comovidos chorando a morte de rapazes, jovens jogadores de futebol, dirigentes da Chapecoense e de jornalistas esportivos. Se pensar no sofrimento de uma família enlutada já dói, multiplicar isto por 71 dilacera o coração de qualquer pessoa com sentimentos.

Se somarmos a isto que o pesar é por atletas e uma instituição que se tornou orgulho do futebol catarinense e colocou o nome de Santa Catarina no cenário do futebol sul-americano, chegam a ser tratados como heróis. Heróis mortos. Mas tudo isso já sabemos. Quantas vezes já nos emocionamos nas últimas horas assistindo esta tragédia pela tevê ou nas redes sociais?…

Nosso coração chora e acaba fazendo isto verter pelos olhos. Porém, o que mais dói é verificar que a versão que se anunciava lá atrás como especulação a ser investigada, agora se desnuda como a mais pura e absurda verdade. Não foi uma simples tragédia. Foi um crime. Um crime de irresponsabilidade.

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Maternidade em A BOINA: O que se aprende com o nascimento de um filho?

Prefácio: Experiências de mãe jornalista para as mães amigas

(André Bonomini)

Quantas experiências uma mãe pode viver, especialmente nos primeiros contatos com o amado filho ou filha? A BOINA abre espaço para a maternidade e suas poesias e dicas, com uma querida amiga e mãe jovem tomando as rédeas deste novo espaço (Reprodução)

Quantas experiências uma mãe pode viver, especialmente nos primeiros contatos com o amado filho ou filha? A BOINA abre espaço para a maternidade e suas poesias e dicas, com uma querida amiga e mãe jovem tomando as rédeas deste novo espaço (Reprodução)

Então, A BOINA vai abrir o espaço as mães que aqui pousam os olhos em busca de experiências, dicas, histórias, momentos para compartilhar. Entre nossa audiência diária – que nunca sei exatamente o perfil meramente por acompanhar apenas números – duvido que não tenha passado por aqui os mais diversos tipos de mãe que o mundo abriga. A moça ansiosa pela vinda do primeiro filho(a), a mulher cujo rebento dá os primeiros choros, a que vive ou viveu todas as experiências do herdeiro ou herdeira, e por ai vai as mais variadas das mães.

A mãe, este ser que tanto fascina e encanta por ser nossa primeira referencia de mulher forte e professora da vida, é uma peça do mundo de beleza de sentimentos ímpar. Capaz de todas as coisas pelo bem dos filhos, tendo muitas vezes de dividir a própria vida com as tantas vidas que dependem de si. É quase como diria o filósofo da Jovem Guarda, Erasmo Carlos, são muitas vezes quatro homens dependentes e carentes da força da mulher, da mãe que todo dia cruza seus caminhos numa batalha constante e travada sempre com amor e sorrisos em abundancia.

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Gramming & Marbles (F1): Cinco dias depois do título, Rosberg anuncia a aposentadoria

Cinco dias campeão e... ponto final na F1. Aos 31 anos de idade e com números para um digno piloto da F1, Nico Rosberg encerra a trajetória na F1 depois de exatos 10 anos. Uma notícia que surpreendeu o mundo do esporte a motor (Getty Images)

Cinco dias campeão e… ponto final na F1. Aos 31 anos de idade e com números para um digno piloto da F1, Nico Rosberg encerra a trajetória na F1 depois de exatos 10 anos. Uma notícia que surpreendeu o mundo do esporte a motor (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Se no todo, a semana passada foi de tristeza pelo ocorrido na Colômbia, no mundo do automobilismo outra notícia chocante pegaria qualquer jornalista e fã do automobilismo de calças curtas. Apenas cinco dias após faturar o cobiçado e sonhado título da F1 em 2016, Nico Rosberg surpreende aos fotógrafos e até aos amigos que o ladeavam na cerimônia de premiação da FIA em Viena, na Áustria, ao anunciar que estava se aposentando da categoria. Quem fez desta uma aposta solitária em uma casa de apostas de Londres provavelmente está rindo a toa, assim como o grid da F1 inteiro e as demais equipes, exceto a Mercedes.

Nico Erik Rosberg, 31 anos, 206 GPs disputados, 23 vitórias, 57 pódios, 30 poles, 20 voltas mais rápidas e tudo isso resumido em um título em seis temporadas de F1. Pode-se dizer, seguramente, que são números de um bom piloto, daqueles que merecem estar nas estatísticas sem serem, verdadeiramente, lendas da categoria. Uma carreira sólida, sem exageros e talvez ainda devendo algo a quem esperava que Nico, uma jovem promessa nos tempos de Michael Schumacher que derrapou, bateu cabeça, mas se concentrou e venceu. Agora, o momento é de aproveitar a família e outros prazeres da vida de pai, marido e piloto por diversão. Talvez os motivos para esta parada repentina.

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Chapecó, 03 de Dezembro de 2016

(Reprodução / G1)

(Reprodução / G1)

A cidade está cinza

O tempo está molhado, chorado, fechado, deprimido

O Desbravador chora no Centro, ao pé da Catedral, uma parte pela chuva, outra pelo que ele e aqueles que lhe cruzam no dia a dia sentiu num sábado cinzento.

Durante a semana, o que se viveu em emoções vindas do Oeste, da simpática Medellin e de todo campo de futebol que deve haver no mundo não se descreve, não se explica. Desafiei os colegas de imprensa a conseguirem fazer um relato completo e sincero das emoções que sentem e o que explica esse sentimento. Ninguém consegue. Estou aqui quase escrevendo a esmo pois este relato do que meus cristalinos captaram ainda não explica tudo. Disseram a mim durante a semana que não conseguiria escrever algo. Sim, não consegui, mas estou tentando.

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Dia do Samba: As favoritas dos amigos de A BOINA nos 100 anos do “nosso ritmo”

É dia de gingado, mexer-se, poetizar e rir na roda de amigos. Dia 2/12 é Dia do Samba, e este ano o ritmo 100 brasileiro está fechando 100 anos de conquistas, mitos, histórias e festa. Em momento triste, sambar faz parte da vida para seguir adiante REprodução)

É dia de gingado, mexer-se, poetizar e rir na roda de amigos. Dia 2/12 é Dia do Samba, e este ano o ritmo 100 brasileiro está fechando 100 anos de conquistas, mitos, histórias e festa. Em momento triste como o nosso, sambar faz parte da vida para seguir adiante e respirar esperança (Reprodução)

Tá certo, todo mundo pode dizer que celebrar com música não é o melhor esta semana, já que viemos de um baque tão grande como foi o arrebatamento dos jogadores da Chapecoense, jornalistas e tripulação… Mas, por um breve momento, numa forma de despertar esperança, bons pensamentos e reverencia é que deve-se colocar um som de fundo, nem que seja baixinho, apenas para refletir e sacudir maus pensamentos e desilusões da vida…

E que maneira mais coincidente e feliz do que fazer este ritual de sacolejar-se e buscar um sorriso, ainda que tímido, se não com a mais genuína das músicas brasileiras. Dia 2 de dezembro é lembrado no Brasil como o Dia do Samba. Amado por muitos, ignorado por alguns, desconhecido para outros, o gingado e a perfeita harmonia de pandeiros, tambores, cavaquinhos, violões, repiques e cuícas dão o tom certo do embalo, combinado com letras que falam de amor, da vida, das boas e más coisas, de contos engraçados e de uma cultura que completa 100 anos de batalha, bambas e histórias inigualáveis.

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Musica e escola: Banda Sinfônica da Semed faz primeiro concerto neste mês

(Infos: Aline Franzoi / Secom PMB)

Vem ai a maior demonstração de um trabalho de 23 anos, repleto de conquistas, aprendizado e muita música: É o concerto de estreia da Banda Sinfônica do Programa de Musicalização Bandas e Fanfarras, no próximo dia 6, no Teatro Carlos Gomes Reprodução / PMB)

Vem ai a maior demonstração de um trabalho de 23 anos, repleto de conquistas, aprendizado e muita música: É o concerto de estreia da Banda Sinfônica do Programa de Musicalização Bandas e Fanfarras, no próximo dia 6, no Teatro Carlos Gomes Reprodução / PMB)

Depois de 23 anos de batalhas, conquistas e muito trabalho em prol da música nas escolas, o Programa de Musicalização Instrumental Bandas e Fanfarras terá na próxima terça-feira (06/12) um dia histórico. O resultado de um trabalho de tanto tempo agora será solidificado em uma magnífica banda sinfônica, que fará sua estreia ao público no famoso Auditório Heinz Geyer, do Teatro Carlos Gomes, prometendo muito em qualidade e emoção em cada peça musical.

Composta por 37 alunos e 10 professores do Programa, a Banda passou por seis longos e bem trabalhados meses de preparação para este momento, quando o antigo sonho do anteriormente chamado Projeto Bandas e Fanfarras será uma realidade. Segundo a coordenadora do programa, a professora Bia Pasold, a Banda Sinfônica tem o objetivo de proporcionar aos alunos que dela participam o aprimoramento técnico musical, permitindo que os estudantes tenham a oportunidade da profissionalização. Todos os alunos estão entusiasmados com a estreia, pois estão se preparando há bastante tempo, explica Bia, uma das grandes incentivadoras, ao lado do professor e maestro músico subtenente Edson Ricardo, da musicalização nas escolas blumenauenses.

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Tragédia da Chapecoense: Em detalhes, algumas das principais catastrofes envolvendo esporte e aviação

(Reprodução)

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A tragédia da Chapecoense é a maior do mundo do futebol quando se fala em um acidente aéreo. 71 mortos, grande parte dos jogadores e delegação do time pereceram no fatídico incidente da madrugada negra e de tempo frio nas imediações de Medellin, na Colômbia. Uma notícia que tomou conta de todos os jornalísticos do dia e lotou de emoção o esporte numa terça-feira aparentemente normal. Infelizmente, é mais uma que se junta a memória triste de tragédias aéreas que abalaram o nobre esporte bretão.

Uma das mais lembradas em todos os tempos aconteceu na Itália, em 4 de maio de 1949, abalando profundamente a terra da bota. A equipe do Torino retornava de Portugal, onde havia enfrentado o Benfica num amistoso. Na aproximação com a pista do Aeroporto de Turim, o avião Fiat G.212 de propriedade da Avio Linee Italiane colidiu contra uma das paredes da Basílca de Superga. Foram 31 vítimas, sendo dentre elas 18 jogadores da equipe que seria a campeã do Calcio daquele ano e era a base da seleção azurra que disputaria a Copa de 1950, no Brasil.

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Chapecoense: Um índio de luto

(Reprodução)

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Em terra de índio, milagre de papa não supera pajelança…

Repetia esta frase a semana inteira para os amigos, ao menos os mais chegados ao esporte, como forma de recordar um feito tamanho para o futebol ainda criança de Santa Catarina. E era um feito mesmo, um time de jovens moleques do oeste do estado, inspiração para tantas outras agremiações, conseguia a proeza de destronar a equipe de coração do Papa Francisco sem precisar, para isto, de gols. O futebol do estado nunca foi tão verde como agora, que tinha a briosa Chapecoense como finalista da Copa Sul-Americana.

Uma equipe de jovens dentro de um time relativamente jovem. A história de uma agremiação de apenas 43 anos já recheados de conquistas e que vivia seu sonho de ícaro, rumando até a Colômbia para, quem sabe, começar bem a caminhada rumo a conquista de melhor entre os melhores da América. Era noite, uma delegação animada partiu de Guarulhos, juntamente com jornalistas de canetas afiadas, rumo ao local da peleja, na tão distante – e ao mesmo tempo tão próxima – Medellin, história pelas batalhas e lances que transformaram a antiga nação granadina num caldeirão cultural e histórico.

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Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

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