Gramming & Marbles (MotoGP): Troca-trocas, Marquez e KTM. As bossas de 2017

Todos contra Marquez, Viñales contra Rossi, Lorenzo contra os problemas da Ducati… Tudo contra tudo num ano que promete ser agitado para a MotoGP. Veja os destaques da temporada 2017, equipes e pilotos (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Vem ai a abertura tão aguardada do que pode ser o mundial mais imprevisível da MotoGP Às vésperas de uma nova temporada, os fãs das motos estão ansiosos para verem na pista os resultados das mudanças mais recentes, especialmente a movimentação de pilotos, Com a exceção da Honda, as grandes montadoras mudaram seus esquadrões e novas disputas pelo poder na categoria-rainha podem surgir.

E as perguntas inquietantes tomam conta da nossa cabeça antes da grande largada na pista arábica do Catar. Afinal, 2017 será um duelo exclusivo entre Marc Marquez e Maverick Viñales? Será que ainda há alguma chance para o doutor Valentino Rossi? E Jorge Lorenzo é carta fora do baralho? E a KTM vai fazer alguma coisa? E as particulares vencerão outra vez este ano?

Para esmiuçar essa e outras questões, aqui está o nosso pequeno guia da MotoGP 2017. Para quem quer chegar bem munido de informações para a prova inaugural, está ai uma sugestão. Vamos aos pormenores:

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Gramming & Marbles (Indy): De último a primeiro, Bourdais rouba a cena na abertura da temporada

Um veterano e a menor equipe. Nada pode impedir quem ainda sabe fazer estratégias e andar na frente. Para quem não se lembra dele desde sua última vitória, na corrida 1 de Detroit no ano passado, ai está o emocionado Sébastien Bourdais, de volta a Dale Coyne, vencendo e contrariando a lógica (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Foi um fim de semana de surpresas em São Petesburgo, Flórida, onde a F-Indy abriu a temporada 2017. Desde o excelente desempenho dos carros Honda, passando pela performance discreta da Penske e uma certa falta de eficiência do kit Chevrolet. Mas a grande história do fim de semana foi um francês que não se chama Simon Pagenaud, mas é tão vitorioso quanto…

Em seu retorno à pequena e perseverante Dale Coyne após a temporada 2011, Sébastien Bourdais cometeu um erro nos treinos e teve de largar do último lugar. No entanto, graças a sua excelente pilotagem (e uma bandeira amarela crucial) o tetra campeão da antiga Champ Car conseguiu uma improvável vitória no circuito temporário de St. Pete, justamente no seu lar doce lar. Ainda mais fazendo história partido do fundão para atingir os píncaros da glória.

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Gramming & Marbles (F1): Novidades, Mercedes e barbatanas, o que esperar do circo em 2017?

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O silêncio sepulcral nos arredores da pista de Montmeló foi, enfim, quebrado pelo bem da velocidade. A unidades de força (eita nominho feio!) dos bólidos da F1 já estão urrando a plena nos primeiros testes da pré-temporada de 2017, o 68º mundial da história da mais alta classe do automobilismo. Depois das semanas de lançamentos, novidades e confirmações, agora equipes e pilotos se reúnem pela primeira vez para os últimos ajustes antes da primeira largada do ano: Dia 26, na sempre simpática Melbourne, Austrália.

Para um ano onde a F1 busca se reencontrar com o espetáculo perdido há muito tempo, os primeiros experimentos dos novos carros na pista mostraram algo mais do que as novas máquinas, enquadradas no novo regulamento para a temporada: Mas sim o quão feias são as benditas barbatanas, que voltaram em 18 dos 20 bólidos de 2017. E quando falo assim, digo que menos dois seguem esta tendência um tanto maldosa com a beleza dos bólidos: A Mercedes, a única que não utilizou o aparato e que é a força a ser batida neste ano, mas que também entra na pista com a mesma incerteza sobre se manterá seu domínio ou será ameaçada.

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Gramming & Marbles (Indy): Os aprontes para 2017. Domínio da Penske continua?

Quem pode parar a Penske? O que fará Newgarden na casa de tio Roger? Os brasileiros vão voltar as cabeças neste ano? Os detalhes do que vem ai em 2017 no mundo da Indy em destaque neste domingo no G&M (Reprodução)

Quem pode parar a Penske? O que fará Newgarden na casa de tio Roger? Os brasileiros vão voltar as cabeças neste ano? Os detalhes do que vem ai em 2017 no mundo da Indy em destaque neste domingo no G&M (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Bem amigos…opa, aqui não! Deixa esse bordão para outra categoria…

Dia 12 de março, daqui duas semanas portanto, começa a temporada 2017 da F-Indy. Nos dispensamos de fazer um resumo do que aconteceu ano passado, o arquivo d’A BOINA está aí para o leitor consultar. Sim, somos preguiçosos. Mas achamos mais interessante abordar a temporada que está por vir, com as principais novidades para o ano e um perfil de cada time.

Será que Josef Newgarden luta pelo título agora que está na Penske? Será que a esquadra do tio Roger continuará dominando? Quais as chances dos brasileiros e o quê mudou no regulamento? Você descobre agora!

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Gramming & Mables (F1): Algumas das confusões domésticas mais marcantes da F1

Os quatro carros da BRM em Monza, 1971. A arte de se ter dois (ou, por um tempo, mais) pilotos num mesmo teto é antiga e está sempre sujeita aos encargos do destino numa corrida. E a F1 já assistiu muito aos bololôs envolvendo botas da mesma casa. Hoje aqui recordados (Reprodução)

Os quatro carros da BRM em Monza, 1971. A arte de se ter dois (ou, por um tempo, mais) pilotos num mesmo teto é antiga e está sempre sujeita aos encargos do destino numa corrida. E a F1 já assistiu muito aos bololôs envolvendo botas da mesma casa. Hoje aqui recordados (Reprodução)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Desde os primórdios do automobilismo, é comum que os times tenham uma dupla – e em outros tempos um trio, quarteto até quinteto – de pilotos defendendo as escuderia. Seja para reunir o maior número de talentos dentro de uma equipe, para garantir mais dinheiro de patrocinadores ou para contribuir na guerra contra os patrocinadores.

Por anos, a F1 assistiu equipes com pilotos numerosos, de três até cinco, como se viu com a BRM em 1972. Dar oportunidade a jovens talentos ou testar equipamentos era, muitas vezes, o sentido de ser ter mais de dois pilotos na pista, coisa que se viu pela última vez em 1985, quando a Renault alinhou um terceiro carro para François Hesnault carregar a câmera onboard para a TV, a primeira da história da categoria.

Habitualmente, as equipes tem dois pilotos, um geralmente mais rápido que o outro. Eles dividem alegrias e tristezas de um time e, como qualquer competidor, disputam uma corrida entre os outros, mesmo que nem sempre seja em igualdade de condições com relação ao equipamento ou tratamento dispensado a um deles. Nem sempre a relação de um bota com o outro é boa e até rivalidades já nasceram dentro de uma casa. Coisas de família, podemos assim dizer.

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Gramming & Marbles (F1): O legado da bizarra classificação eliminatória

Parece legal... só que não: A explicação da estranha regra de classificação adotada pela F1 no início de 2016. Afinal, ela deixou alguma lição para o futuro da categoria? (Reprodução)

Parece legal… só que não: A explicação da estranha regra de classificação adotada pela F1 no início de 2016. Afinal, ela deixou alguma lição para o futuro da categoria? (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Não é novidade para ninguém que a FIA vêm tentando estabelecer mais competitividade na F1 através de regulamentos cada vez mais, digamos, pouco ortodoxos. O formato do treino classificatório foi um dos maiores alvos da sanha dos que queriam o show a qualquer preço, principalmente na segunda metade dos anos 2000. Mas a partir de 2010 o formato atual se estabilizou, sem alterações até 2016, quando apareceu o infame novo sistema de treino eliminatório…

O resultado foi aquele que conhecemos: Faltando minutos para acabar o Q3, Lewis Hamilton já estava dando entrevistas, longe até dos boxes! A categoria foi exposta ao ridículo, mas alguns não haviam se convencido do tamanho da furada e ela continuou até o GP do Bahrein. Depois voltou para a gaveta de onde nunca deveria ter saído.

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Gramming & Marbles (F1): O dia que Sonic perdeu para Senna

11 de abril de 1993. Um dia épico para a F1, para os games, para uma reflexão poética da corrida entre Ayrton Senna e Sonic, aquele que é o ouriço mais rápido do mundo (Reprodução)

11 de abril de 1993. Um dia épico para a F1, para os games, para uma reflexão poética da corrida entre Ayrton Senna e Sonic, aquele que é o ouriço mais rápido do mundo (Reprodução)

(André Bonomini)

Todo mundo que curte, segue e come F1 diariamente jamais esquece (mesmo que tendo névoas na lembrança) da sua primeira experiência diante da categoria máxima do automobilismo mundial. A primeira corrida, os primeiros nomes, as primeiras sensações nas brigas, momentos tensos, rodadas e acidentes. Alguns gravam quase tudo detalhe por detalhe, e quando volta a assistir esta passagem única na vida não deixa de recordar também a inocência de ver a F1 com imaginação de criança.

Talvez eu seja meio privilegiado. Mesmo com espasmos memoriais, minha primeira experiência com F1 foi, simplesmente, um sonho para qualquer fã e um motivo de emoção para nós que seguimos o circo onde quer que vá. Eu era um garoto de reles dois para três anos de idade quando meu pais me cativava a ver corridas nos sonolentos domingos pela manhã. Era dia da terceira etapa do mundial de 1993, e de uma conjunção de fatos que ficou na história e marcou uma geração: O dia que Sonic, o ouriço mais veloz do mundo, foi vencido por um sujeito que usava vermelho como Eggman, mas que queria apenas ser o mais rápido e nada mais.

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Gramming & Marbles (F1): Os carros mais decepcionantes de sempre

A equipe se prepara: Dupla de pilotos, carro potencialmente bom e... a temporada é um show de horrores. A F1 viu algumas decepções doídas em 67 anos de história, e 15 delas estão em destaque nesta lista do G&M (Reprodução)

A equipe se prepara: Dupla de pilotos, carro potencialmente bom e… a temporada é um show de horrores. A F1 viu algumas decepções doídas em 67 anos de história, e 15 delas estão em destaque nesta lista do G&M (Reprodução)

(André Bonomini & Douglas Sardo | Part: Arlindo Silva)

O que mais dói para qualquer equipe de F1? Sem dúvida, perder uma vitória há poucas voltas do fim, lamentar a morte de um companheiro, ou até mesmo uma falência… São coisas que fazem parte do lado depressivo da vida de uma equipe do circo, independente se ela está na ponta ou no fundão do grid. No entanto, talvez uma dor tão implacável quanto qualquer outra neste universo seja o fato de uma equipe criar uma esperança com um carro novo, novos ares… E, de repente, as expectativas sumirem com o vento da velocidade dos outros competidores.

Em 67 anos de corridas, a F1 viu grandes promessas tornando-se realidade, mas também mordeu a língua com grandes expectativas – seja em carro ou piloto – caírem por terra a cada virada de curva. Só se falando em bólidos-promessa, a categoria está recheada de casos: De ideias revolucionárias furadas a otimismos exagerados. E as maiores vítimas deste mal, com toda a certeza, são os times de ponta. Acostumados a vencer e que, com um erro simples de rota, podem demorar a se recuperar no circo, ou simplesmente iniciarem um doloroso processo de decadência que culmine no fim.

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Gramming & Marbles: (5X5) Os mais feios F1 de sempre

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(André Bonomini & Douglas Sardo)

Como dissera em janeiro do ano passado, a F1 produziu ate hoje mais de 600 bólidos de corrida, alguns verdadeiros campeões (se não de vitórias e títulos, ao menos de beleza) mas outros verdadeiros shows de horrores, independente se vencedores ou não. Os grids da categoria já viram de tudo em 67 anos de disputas do mundial, e como na vida, o feio também faz parte da vida dos projetistas.

Tentando matar a saudade da F1 (que só começa em março, na Austrália), fomos as recordações e, em contraposição a lista dos mais belos de sempre postada no início do ano passado, retornamos as listas (e as crônicas em breve) com a eleição infame dos 10 mais feios carros que já alinharam (ou não, acredite) na história da categoria. Tem de tudo, de corcunda de notre-dame a campeão mundial recheado de aletas, de periscópios a grelhas de hambúrguer, um show de horrores que deveria mesmo ser publicado no Halloween.

Enfim, não somos de perder tempo, então comecemos a listagem, meio com os olhos entreabertos de medo, começando por Douglas Sardo e seus eleitos. A quem interessar, este post contém imagens fortes de carros mal desenhados, recomenda-se cautela.

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Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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